Produção

Produção e entrega de adubo crescem e devem ser recordes

A venda total de fertilizantes no Brasil deve chegar ao fim do ano com volume de 30 milhões de toneladas – crescimento de 11% sobre 2011 -, espera a Agência Nacional para a Difusão de Adubos (Anda). Até agosto, 17,7 milhões de toneladas – alta de 4,7% – haviam sido entregues aos agricultores.

“Houve um pequeno atraso, mas o importante é que o consumo de fertilizantes cresceu no Brasil”, diz o presidente do Sindicato da Indústria de Adubos do Rio Grande do Sul (Siargs), Torvaldo Marzolla Filho.

A greve dos servidores federais, na metade do ano, provocou atrasos na liberação de matérias-primas dos portos (70% dos ingredientes utilizados na fabricação de fertilizantes no Brasil são importados), como lembra Marzolla. A situação foi resolvida no Rio Grande do Sul, segundo ele, mas não no Mato Grosso, de acordo com outras fontes.

Empresas como a paranaense Nitrobrás tiveram de queimar estoques para evitar o atraso na entrega de adubos. Cerca de 500 toneladas de cada produto da empresa, de um portfólio de cerca de dez itens, foram vendidos. “Tivemos que usar o que tínhamos em casa para não depender do porto”, diz um gerente-comercial. “Agora, não estamos mais importando muita coisa, pois a safra já começou”, acrescenta.

No estado vizinho, contudo, o mercado gaúcho registrou um recorde em agosto: a entrega de 512 mil toneladas (t), com incremento de 12,8% sobre o mesmo período do ano anterior, segundo o Siargs. Para o líder do sindicato, “isso indica safra recorde”.

Marzolla diz que o Rio Grande do Sul produzirá 4,8 milhões de t de fertilizantes, das quais 3,5 milhões serão consumidos por seus agricultores. O restante deve ser enviado a países vizinhos e para Santa Catarina. Os produtos foram vendidos com alta acumulada de 15% sobre os preços, devido justamente às greves federais.

DCI, 04/10/2012

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