Projeto de amônia no México avança e pode reduzir dependência externa de nitrogenados

O projeto de amônia da Proman GPO em Topolobampo, no estado de Sinaloa, alcançou aproximadamente 88% de conclusão e deve se tornar a primeira unidade de produção de amônia em escala mundial na costa do Pacífico mexicano. A planta está sendo construída dentro do porto de Topolobampo e contará com capacidade de produção de cerca de 2.200 toneladas por dia, equivalente a aproximadamente 800 mil toneladas anuais de amônia.
A estrutura foi desenvolvida com tecnologia da thyssenkrupp Uhde e será integrada à infraestrutura de gás natural do México por meio de acordos com a CFE, CFEnergía e PEMEX. A maior parte da produção será destinada ao mercado mexicano de fertilizantes, especialmente para atender a demanda doméstica por nitrogenados, setor em que o país ainda apresenta forte dependência de importações.
Segundo estimativas do setor, a unidade poderá suprir volume equivalente a cerca de 20% da demanda mexicana de ureia, ampliando a disponibilidade interna de matéria-prima para fertilizantes. O projeto também pode reduzir custos logísticos e aumentar a segurança de abastecimento para o agronegócio mexicano, principalmente nas regiões atendidas pela costa do Pacífico.
Apesar do avanço das obras, o empreendimento ainda enfrenta resistência de comunidades locais em Sinaloa, o que mantém incertezas sobre o cronograma final de entrada em operação. Questões ambientais e disputas ligadas ao licenciamento seguem entre os principais pontos de atenção para o projeto.
A Proman já possui operações de amônia em Trinidad e Tobago, Estados Unidos e Omã. Com a entrada em operação da planta mexicana, a companhia poderá elevar sua capacidade global de produção para aproximadamente 2,8 milhões de toneladas por ano, reforçando sua presença no mercado internacional de nitrogenados.
Fertilizer Daily, adaptado por GlobalFert, 22/05/2026



