Reservas estimadas em mais de 500 milhões de toneladas de fosfatos serão exploradas em Angola
O Governo de Angola concessionou por 35 anos a exploração de fosfatos numa área de 21,16 quilómetros quadrados da província de Cabinda, onde existem reservas estimadas em mais de 500 milhões de toneladas.
Segundo despacho de 13 de Fevereiro, assinado pelo ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, a concessão corresponde ao designado depósito de Cácata, naquele enclave.
Os direitos para exploração de rocha fosfática são atribuídos à empresa Mongo Tando.
Trata-se, segundo algumas previsões, do maior depósito de fosfatos em Angola, matéria-prima utilizada sobretudo como fertilizante e que também estará presente, em grandes quantidades, na província do Zaire.
De acordo com dados anteriores, o projecto para a mina de Cácatadeverá envolver um investimento privado de USD 200 milhões, visando a extracção de rocha fosfática para a exportação e garantindo as necessidades do mercado interno.
Envolve a construção de um complexo químico para a produção de fertilizantes e de uma fábrica de beneficiação da rocha, entre outros equipamentos.
Segundo os termos da concessão agora atribuída à empresa Mongo Tando, os direitos da fase de exploração são válidos por 35 anos, incluindo prospecção e avaliação. Findo esse período, a mina referte a favor do Estado, conforme define o Código Mineiro.
O ministro da Geologia e Minas angolano anunciou em Setembro passado a construção de uma unidade de produção de fertilizantes no norte do país, para suprir as necessidades nacionais do país, que rondam as 400 mil toneladas por ano.
De acordo com o ministro Francisco Queiroz, o arranque da unidade de fertilizantes do Soyo, na província do Zaire, está previsto para 2015 e permitirá ultrapassar uma lacuna no sector agrícola nacional.
“Angola poderá ter em breve resolvida a necessidade de 400 mil toneladas de fertilizantes que consome por ano e ainda exportar uma grande quantidade”, disse o governante.
De acordo com Francisco Queiroz, o executivo está ainda a estudar a criação de uma empresa para “garantir os interesses do Estado nos agrominerais”, tendo em conta o “papel importante” da agroindústria no “crescimento e diversificação da economia” do país.
Nesta área, inserem-se os projectos para a exploração de fosfatos nas províncias de Cabinda e Zaire.
Agência Lusa, 24/02/2015



