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Universidade do CE apresenta estudo de projeto de Fosfato na Noruega

O convite para a participação do Tramas na Semana da América Latina foi feito pelo Comitê Norueguês de Solidariedade à América Latina (LAG). Essa organização sem fins lucrativos esteve em 2014 no Ceará para conhecer o projeto de Itataia, as comunidades rurais situadas no entorno da jazida e participar das audiências públicas promovidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para debater o empreendimento.

O interesse do grupo norueguês nos estudos realizados na UFC se deu pela vinculação do projeto de mineração à empresa norueguesa Yara, do ramo de fertilizantes, e ao fato de que o projeto está alinhado com a expansão da produção de energia nuclear no Brasil e pelo risco dos fertilizantes produzidos a partir do fosfato associado ao urânio serem contaminados com materiais radioativos.

O Núcleo Tramas, vinculado à Faculdade de Medicina e coordenado pela professora Raquel Maria Rigotto, realiza desde 2010 estudos sobre o modo de vida de comunidades localizadas próximas à jazida, características do projeto e os seus potenciais impactos para a população da região.

O grupo será representado, em Oslo, capital da Noruega, por Lívia Dias, bióloga e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema) da UFC, que também tem pesquisas relacionada ao tema. A pesquisadora participará entre 11 a 18 de outubro de atividades da Semana de Solidariedade à América Latina, que acontecerá em cinco cidades norueguesas, incluindo a capital.

O projeto é operado pelo Consórcio Santa Quitéria, uma associação das INB com o Grupo Galvani, escolhido por concorrência pública em 2007 para a implantação. Serão investidos R$ 850 milhões na implantação do empreendimento, que produzirá fertilizante fosfatado para a agricultura, fosfato bicálcico para alimentação animal e concentrado de urânio, destinado à produção de energia nas usinas nucleares brasileiras.

O LAG é uma organização que trabalha para divulgar informações sobre a realidade na América Latina e apoia a luta de movimentos sociais contra guerras, violação dos direitos humanos, descriminação e o mercado livre. O comitê é baseado no trabalho voluntário organizado em grupos locais no país inteiro e produz livros e artigos; possui uma revista para os membros da organização; organiza seminários e debates; faz campanhas nas ruas; escreve cartas; e tem reuniões com autoridades norueguesas. As informações são do Tramas.

 

Notícias de Mineração, 07/10/2015

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