Produção

Uralkali aumenta produção de potássio

A empresa russa produtora de potássio Uralkali ampliou significativamente sua produção do nutriente usado na fabricação de fertilizantes como parte da nova estratégia, disse um membro do conselho da companhia, apesar de uma possível venda da empresa e o fato de seu presidente-executivo permanecer na prisão na Bielorrússia por acusações decorrentes de mudar a tática com sua ex-parceira Belaruskali.

Em julho, a saída da Uralkali da parceria comercial com a Belaruskali, da Bielorrússia, que juntas formavam a Belarusian Potash Company (BPC), finalizou um “cartel informal” que controlava os preços do produto. Na época era esperado que os preços do potássio recuassem, mas o mercado tem permanecido no “limbo”.

Mas o diretor independente Paul Ostling diz que a Uralkali está se “movendo a todo vapor” com sua nova estratégia de marketing, e tem aumentado a produção desde julho.

A Uralkali reportou um aumento de 12% na produção de potássio no terceiro trimestre do ano, para 2,7 milhões de toneladas, de um total de 7,2 milhões de toneladas no acumulado do ano. A companhia informou que planeja produzir 10,5 milhões de toneladas este ano, crescimento de 15% ante 2012.

Quando deixou a BPC, a Uralkali disse que mudaria para uma estratégia de maiores volumes, tirando proveito de um baixo custo de produção. Na época (julho), o principal executivo da companhia, Vladislav Baumgertner, estimou que os preços do potássio cairiam 25%, para US$ 300 por tonelada no fim do ano.

Em agosto, Baumgertner foi preso em Minsk (Bielorrússia), acusado de abusar de seu poder como chefe da BPC. A Uralkali rejeitou as acusações de motivação política.

Na segunda-feira, o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, disse que o executivo da Uralkali poderia ser libertado se os danos fossem pagos, embora não tenha especificado o montante.

Ostling disse que seria difícil “reviver” a parceria (Uralkali com Belaruskali) por causa da animosidade em ambos os lados, mas que não seria impossível se acordos fossem alcançados.

Valor Econômico, 22/10/2013

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