Verde Potash avança com estudos de engenharia do projeto Cerrado Verde
A Verde Potash informou hoje (24) que concluiu passos importantes no que diz respeito à engenharia e aos trabalhos ambientais necessários para obter a licença ambiental para o projeto de potássio Cerrado Verde, em Minas Gerais. A Verde pretende produzir 330 mil toneladas anuais de termopotássio, um tipo de fertilizante, com uma vida útil da mina de 31 anos.
A mineradora, que opera no Brasil a Verde Fertilizantes, concluiu trabalhos de engenharia, estudo hidrogeológico e obteve permissão para iniciar estudos arqueológicos no projeto.
Segundo informações do comunicado enviado ao mercado nesta terça-feira (24), a empresa brasileira de engenharia e consultoria Lima & Zanette finalizou os trabalhos de engenharia de mina, envolvendo parte elétrica, mecânica e civil, em novembro do ano passado.
Os estudos de engenharia, desenvolvidos pela IC Ambiental, foram concluídos em janeiro deste ano. O trabalho delineou algumas melhorias necessárias nas estradas secundárias que dão acesso ao site da mina, pelo qual um estudo de impacto ambiental é necessário. A Verde disse que espera concluir o estudo no próximo mês.
O estudo hidrogeológico, conduzido pela brasileira MDGEO Serviços de Hidrogeologia, foi concluído no último mês. O trabalho era necessário para identificar e medir os impactos da mina em águas subterrâneas durante as temporadas secas e de chuva. A Verde pretendia concluir o estudo hidrogeológico no quarto trimestre de 2014, mas a crise de água do país fez com que os trabalhos só pudessem ser finalizados em fevereiro deste ano.
Em setembro do ano passado, a Verde solicitou ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a permissão para começar um estudo arqueológico para identificar se o depósito e as áreas no entorno possuem algum tipo de material arqueológico. O trabalho arqueológico, que é um padrão para obter a licença ambiental, foi autorizado pelo Iphan em janeiro deste ano.
A Verde disse que tem recebido, nas últimas semanas, dúvidas de acionistas sobre a obtenção da licença ambiental em Cerrado Verde. As principais perguntas questionaram porque o governo brasileiro não prioriza o projeto da Verde, tendo em vista que é muito importante para o país; se havia algum obstáculo que impedisse a obtenção da licença; e se algo aconteceu ou pode estar acontecendo no Brasil que possa interferir no cronograma da Verde.
No comunicado de hoje, a mineradora esclareceu que o grau de importância de um projeto para o Brasil não influencia na obtenção das licenças necessárias, e que é preciso realizar todos os trabalhos exigidos referente a estudos ambientais para conseguir a licença. A Verde também esclareceu que há uma série de exigências no processo de obtenção.
A companhia esclareceu também, que não há nenhum problema atribuído ao projeto Cerrado Verde que possa dificultar a obtenção de licenças. A Verde disse que se trata de um projeto pequeno e que não gera nenhum coproduto como rejeito.
“Eu tenho plena confiança de que a Verde terá as licenças pelo alto calibre dos trabalhos de avaliação concluídos e o pequeno impacto ambiental que nosso projeto tem. A empresa está preparada para resistir a cronogramas estendidos, tendo diminuído o burn rate [fluxo de caixa negativo] no ano passado. Em fevereiro de 2015, a Verde tinha um fluxo de caixa negativo de aproximadamente 120 mil dólares canadenses [cerca de US$ 96,3 mil]”, disse Cristiano Veloso, presidente e CEO da Verde.
A mineradora disse que a depreciação do real em relação ao dólar americano trouxe benefícios, pelo fato da maior parte dos custos da empresa ser na moeda brasileira e a maioria dos fundos ser em dólares canadenses.
A Verde também informou que a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) recebeu o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) referente à pesquisa para demonstrar as aplicações agronômicas do termopotássio (TK). A universidade contratou a Verde para produzir a quantidade de TK suficiente para realizar os testes.
Em outubro do ano passado, o CNPq concedeu um financiamento de R$ 513,6 mil para o professor Gaspar Korndörfer, da UFU, para realizar o programa de pesquisa com termo potássio. Em fevereiro deste ano, a Verde recebeu R$ 161,8 mil para produzir o TK necessário para os testes de Korndörfer, cujo enfoque da pesquisa é cana-de-açúcar, área em que professor tem experiência e presta consultoria.
Notícias de Mineração, 24/03/2015
Imagem: Verde Potash



