Com projeção de safra recorde, MS já colheu 7% da área de soja
Com a projeção de uma safra recorde de soja no ciclo 2012/2013, 6,051 milhões de toneladas, Mato Grosso do Sul já tem 7% da área cultivada com a oleaginosa colhida. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (16) , pela Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), na abertura oficial da colheita do grão no estado, que foi promovida na Fazenda Estância Priscila, no município de Bandeirantes.
Dalpasquale confirmou ainda a expectativa que havia sido apresentada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de que a safra de soja do Estado tenha um incremento de 30,7% frente a do ciclo passado, quando foram colhidas 4,628 milhões de toneladas.
Ele comentou que um “veranico” acabou prejudicando grande parte das lavouras de soja do Estado o que deve provocar uma pequena redução em relação as projeções iniciais de produção. Em seu último levantamento a Conab revisou para baixo em 192 mil toneladas a estimativa de safra, que na projeção anterior chegava a 6,243 milhões de toneladas.
O presidente da Aprosoja/MS diz que os preços da soja continuam em um patamar muito bom, com a saca sendo comercializada no Estado a cerca de R$ 55, o que representa 30,9% a mais do que o valor pago no mesmo período do ano passado que foi R$ 42. Com essa valorização, ele aponta que 45% da safra foi vendida antecipadamente. “Os produtores se capitalizaram e investiram em insumos para a próxima safra”, comenta.
O proprietário da Fazenda Estância Priscila, Carlos Antonio Brauner, foi um deles. Ele vendeu cerca de 40% da produção dos 2,5 mil hectares cultivados com a soja e investiu parte dos recursos na compra de fertilizantes e sementes já para o novo ciclo. O produtor espera concluir a colheita da soja já para iniciar o cultivo de milho super precoce, colhendo já a partir de junho os resultados da safrinha.
Apesar do projetado aumento de produção, o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, acredita que o Estado não deve sofrer este ano com problemas de logística para armazenar e depois escoar os grãos. “Nossa capacidade de armazenamento vem aumentando nos últimos anos”, aponta, ressaltando, entretanto, que investimentos nestas áreas sempre são necessários em razão do constante aumento da produção.
Agrolink, 17/01/2013



