O Sanford C. Bernstein, empresa de pesquisa e gestão de investimentos, disse que o CEO da Anglo American, Mark Cutifani, está preparando a empresa para ser vendida. A mineradora passa por uma grande reestruturação, que inclui vendas de ativos de minério de ferro, níquel, nióbio, fosfato, carvão, sendo alguns no Brasil.
Em nota a clientes, o Bernstein diz que o processo pelo qual a Anglo passa torna a empresa um alvo interessante para aquisições. A empresa afirmou que Cutifani “ligou o modo venda”, enxugando o portfólio da mineradora, priorizando ativos rentáveis, cortando os custos e reduzindo a dívida.
O plano de reestruturação da Anglo é uma tentativa de deixar o portfólio de ativos bem posicionado, após as vendas e desinvestimentos, tornando a empresa estrategicamente atraente para um comprador, sem questões anticompetitivas e riscos de transação, disse o Bernstein.
O novo portfólio da Anglo, que deve ser finalizado em três anos, não terá ativos de minério de ferro, de carvão térmico, carvão metalúrgico e níquel. Dessa forma, segundo a empresa de pesquisa e gestão de investimentos, a mineradora evita concorrência com Vale, BHP Billiton, Rio Tinto e Glencore. A Anglo priorizará a De Beers, maior produtora de diamantes do mundo, ativos de platina e de cobre.
Na apresentação para investidores da empresa, as operações de carvão metalúrgico e níquel, que apareciam como ativos essenciais (core) foram colocadas como não essenciais, disse o Sanford C. Bernstein.
No Brasil, no primeiro momento, a Anglo anunciou que colocou à venda os ativos de nióbio e fosfato e de níquel. A mineradora australiana South32, spin-off da BHP Billiton, e o fundo de participação societária X2 Resources, liderado pelo ex-CEO da Xstrata, Mick Davies, estariam interessados nos ativos de nióbio e fosfato. Outras 14 empresas também querem comprar as operações de nióbio e fosfato da Anglo.
A operação de minério de ferro Minas-Rio também pode ser negociada pela Anglo dentro de três anos, segundo Cutifani. O empreendimento seguirá em ramp-up até 2018, diminuindo o custo de produção para abaixo de US$ 40 a tonelada, quando a mineradora avaliará as alternativas. A tendência é que Minas-Rio seja vendido, uma vez que a Anglo está se desfazendo do seu principal ativo de minério de ferro, a sul-africana Kumba Iron Ore, em que possui 68,4% das ações. Com informações da agência Bloomberg.
Notícias de Mineração, 01/03/2016



