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Tecnologia de controle automático de seções revoluciona a adubação a lanço

Por Lucas Giosa*

A agricultura moderna depende de eficiência em cada etapa do processo produtivo — do preparo do solo à colheita. Nesse contexto, a aplicação de fertilizantes exerce papel decisivo: é ela que garante o fornecimento equilibrado de nutrientes às plantas ao longo de todo o ciclo. Contudo, para que esse investimento se traduza em produtividade e sustentabilidade, é indispensável o uso de tecnologias que assegurem precisão e economia.

Os distribuidores centrífugos de fertilizantes têm sido amplamente utilizados por sua capacidade operacional e pela flexibilidade nas regulagens de dose e faixa de aplicação. Segundo dados da ANDA (2025), o Brasil registrou aumento de 10,5% nas entregas de fertilizantes no primeiro semestre do ano, comparado com o mesmo período de 2024, enquanto a produção nacional se manteve estável nesse período. Com o câmbio elevado e elevada dependência de importações, o custo dos fertilizantes tem pesado ainda mais no bolso do agricultor, podendo representar até 30% das despesas totais de produção de grãos como soja e milho.

Redução de desperdícios com controle de seções

Em sistemas tradicionais é comum que ocorram sobreposições ou aplicações fora dos limites do talhão, o que provoca desperdício e aumenta os custos. Para mitigar esse problema, o uso de tecnologias como controle automático de seções vem se destacando. Esse sistema atua controlando automaticamente os sistemas dosador e distribuidor do equipamento conforme o posicionamento georreferenciado do equipamento, evitando assim sobreposições nas bordaduras e transpasses, garantindo uniformidade da aplicação em toda a área do talhão.

Além de reduzir o uso de insumos, a tecnologia contribui para a preservação ambiental, uma vez que minimiza o risco de aplicação em áreas não produtivas e evita a contaminação de solo e água. O retorno financeiro, portanto, não se dá apenas pela economia de fertilizantes, mas também pelo aumento da eficiência operacional.

Manejo localizado e doses variáveis

Outro avanço importante é o manejo localizado da fertilidade do solo, que permite aplicar fertilizantes em doses variáveis conforme a necessidade específica de cada ponto da lavoura. Para isso, o produtor pode se basear em mapas de produtividade, que indicam, entre outras informações, a variabilidade dos teores de nutrientes. Essa prática possibilita maior assertividade nas aplicações de corretivos e fertilizantes, e evita a prática, ainda comum, de tratar toda a área com uma dose média.

a) Mapa de prescrição de doses elaborada pelos dados agronômicos (solicitado pelo solo)
b) Mapa de aplicação realizado por uma adubadora com sistema de taxa variável de mercado (aplicado pela máquina)
c) Mapa de aplicação realizado por uma adubadora com controle de taxa variável refinado (aplicado pela máquina)

Equipamentos com tecnologias atuais utilizam mecanismos dosadores capazes de alterar instantaneamente a vazão, mesmo em altas velocidades, e ainda poder controlá-la individualmente sobre cada disco distribuidor. Isso significa maior precisão, inclusive em faixas largas, e melhor aproveitamento dos fertilizantes. Outro diferencial é o ajuste automático do ponto de queda do produto sobre os discos, o qual garante uniformidade da distribuição mesmo quando a vazão é alterada.

Inovação e resultados no campo

No Brasil, já existem máquinas equipadas com controle automático de até doze seções, capaz de controlar o perfil de distribuição por meio da variação do ponto de queda dos grânulos sobre os discos, mantendo o padrão ideal de aplicação em todas as condições do terreno. A opção de ajustar a altura das comportas dosadoras individualmente e a rotação da esteira de forma sincronizada possibilita também que o manejo localizado em doses variadas seja executado com precisão. Essas tecnologias, desenvolvidas por fabricantes nacionais como a Jacto (2023), representa um salto em precisão e automação para o agricultor.

Ao passar com o equipamento em um local que já foi aplicado, o sistema de distribuição atua de forma fechar as seções da aplicação de forma uniforme.

Retorno garantido e sustentabilidade

O investimento em equipamentos com controle automático de seções se paga rapidamente. Estudos e experiências de campo indicam que o retorno pode ocorrer já na primeira safra, proporcionado pela redução do consumo de fertilizantes e à eliminação de falhas e sobreposições. Além da economia direta, o produtor ganha em produtividade, sustentabilidade e gestão mais inteligente dos recursos.

Em um cenário de custos elevados e busca por eficiência, a adoção dessas tecnologias deixa de ser uma opção e passa a ser um passo essencial para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro. O futuro da adubação a lanço está, definitivamente, nas mãos de quem investe em precisão e inovação.

*Lucas Giosa é engenheiro mecânico e atualmente coordenador de negócios da linha de adubação da Jacto.

17/10/2025

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