Estudo participa do desenvolvimento da produção de milho no Piauí
Pesquisas e estudos científicos têm sido cada vez mais importantes na agricultura, antes vista como atividade meramente rústica e sem muitos segredos. O trabalho da Embrapa Meio Norte mostra que se torna necessária a utilização de experimentos para o sucesso da produção. A revista Piauí Agro Business foi recebida pelo doutor Milton José Cardoso, que é engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Meio-Norte.
Ele falou, especificamente, sobre a produção de milho. “Nossas pesquisas são direcionadas para a área de manejo e ao melhoramento de plantas. Visamos atender a demanda local na região que nossa sede abrange, Piauí e Maranhão , mas também em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo e Embrapa Tabuleiros Coste iros, para toda a região do Nordeste brasileiro”.
Milton José Cardoso explica que a Embrapa trabalha com pequenos, médios e grandes produtores rurais e se embasou nos números para enfatizar a importância dos estudos realizados no setor. “Na década de noventa, a produtividade de grãos de milho girava de 700 ou 800 quilos de milho para cada hectare, na época, em média, com cerca de 300 mil hectares de área plantada no Piauí .
Hoje, essa produtividade passou para 2.400 quilos por hectare. É o que mostra o último dado da Conab. Isso quer dizer que esse aumento não foi provocado pelo aumento de área plantada, mas sim pela adoção de tecnologias por parte do produtor, entre elas, da Embrapa”, comenta o pesquisador.
Entre essas tecnologias implantadas pela instituição, estão a indicação de manejo de planta adequada, espaçamento entre fileiras, densidade de planta por hectare, fertilizantes, controle de pragas e doenças. “Na agricultura familiar, nós trabalhamos mais no foco de variedades. Na agricultura empresarial, usamos mais os híbridos.
Atualmente, os híbridos mais utilizados são os simples, pelo alto potencial produtivo. Além disso, ainda existem os milhos transgênicos, que são produtivos e ótimos para o controle de lagartas e tolerantes a certos herbicidas onde ajudam na redução da poluição ambiental. Utilizando transgênicos, o uso de inseticidas é reduzido consideravelmente, oferecendo um produto de melhor qualidade, mais saudável”, comenta.
O pesquisador Milton José Cardoso, explicou que existem dois regimes de plantio: O “sequeiro”, que depende da chuva e o regime irrigado, que se faz pós-chuva. “A agricultura irrigada no Piauí está despontando, mas a área ainda não é bem representativa. O milho responde bem à irrigação, mas é preciso manejar bem a água para que se possa ter uma maior produtividade.
A maior produção de milho que temos fica no Sudoeste do Piauí , região dos cerrrados, e depende da chuva”, explana. Nós questionamos sobre a irregularidade das chuvas no nosso Estado,já que a maior parte da área plantada, segundo ele, depende do período chuvoso.
Piaui Hoje, 16/03/2013



