Falta de chuva prejudica a aplicação de nitrogênio no plantio de trigo no Rio Grande do Sul
Um ano após plantar trigo no meio do barro em lavouras encharcadas, os produtores gaúchos enfrentam problema oposto nesta safra: falta de chuva no período da semeadura. A escassez de precipitações nas principais regiões produtoras do Estado já preocupa agricultores devido à germinação desuniforme das plantas.
– O tempo está muito seco. É preciso mais umidade nesse início do ciclo – explica a agrônoma Ingrid Arns, produtora rural em Vacaria, nos Campos de Cima de Serra.
Com mil hectares destinados ao trigo, a família Arns está com cerca de 20% da área semeada. A região começa o plantio mais tarde, no final de junho e julho. Mesmo assim, a falta de precipitação já é motivo de alerta.
– Estamos monitorando a lavoura. As falhas na germinação agora poderão ser compensadas com aplicação de nitrogênio mais tarde – pondera Ingrid.
Nas regiões que começaram o plantio mais cedo, no Noroeste por exemplo, a baixa umidade do solo tem impedido a aplicação de nitrogênio, conforme a Emater. Se não chover nos próximos dias, o risco é de redução na produtividade das lavouras da região – que já semearam 90% da área.
No Rio Grande do Sul, a média de plantio da cultura chega a quase R$ 70% da área estimada para o ano.
Zero Hora, 04/07/2016



