FNC está incentivando o uso de fertilizantes na safra de café
A Colômbia, terceira maior fornecedora de café do mundo, produzirá mais do que o previsto neste ano depois que um programa de plantio de árvores ajudou a aumentar o rendimento, segundo a federação nacional dos produtores de café do país, a FNC.
A produção será de quase 14 milhões de sacas em 2015, disse o gerente-geral do grupo, Roberto Vélez, em entrevista na terça-feira em Bogotá. O número contrasta com o da projeção de agosto da FNC, de 13 milhões de sacas. Cada saca pesa 60 quilos.
O país caminha para uma colheita maior do grão arábica, de cerca de 1,4 milhão de sacas, em novembro e dezembro. A FNC projeta uma exportação total de 12,5 milhões de sacas de café em 2015, superando as metas anteriores, apesar da escassez de chuvas provocada pelo fenômeno climático El Niño, disse Vélez. A safra do ano que vem dependerá das chuvas, mas poderia ser similar, disse ele. A FNC também planeja aumentar a densidade do plantio de árvores, incrementando a produtividade para 22 sacas por hectare em 2018, contra 16,7 sacas atualmente.
“Estamos mirando 16 milhões de sacas em um período aproximado de três anos”, disse Vélez.
O temor relacionado ao impacto do fenômeno El Niño levou a Colômbia a eliminar as restrições às exportações em 15 de outubro. A falta de umidade aumentou para cerca de 18 por cento a prevalência de grãos menos densos no país, contra uma incidência típica de 10 por cento. Não houve exportação de grãos de classificação inferior depois do cancelamento das restrições porque são necessários “vários meses” para encontrar compradores, disse Vélez. As chuvas e os preços domésticos determinarão os níveis de exportação dos grãos de classificação inferior no ano que vem, disse ele.
Estabilização do preço
A federação está exortando os produtores a ampliarem o uso de fertilizantes para aumentar a produtividade. Após uma reunião com ministros, a entidade espera para a semana que vem o anúncio de um subsídio do governo ao uso de fertilizantes.
A desvalorização do peso colombiano neste ano ajudou os produtores do país a mitigarem os efeitos dos baixos preços em Nova York, onde os futuros do arábica caíram 25 por cento até esta altura de 2015.
A federação quer que os países produtores e os compradores estabilizem os preços. Segundo o plano proposto, as empresas de torrefação pagariam preços acima dos do mercado durante os ciclos de preços baixos e abaixo dos do mercado durante os ciclos de preços altos, disse Vélez. Representantes de Honduras, da Guatemala, do México, do Peru e da Costa Rica endossaram a ideia em um encontro na semana passada na Costa Rica. Agora, eles planejam levá-la a uma conferência da Organização Internacional do Café na Etiópia, em março que vem.
Bloomberg, 26/11/2015



