Produção de farinha em alta no interior do AM
Com investimento em tecnologia, capacitação rural e intercâmbio de experiências, produtores do município de Uarini (a 540 quilômetros de Manaus) conseguem mais que triplicar a fabricação de farinha na região. Após a adesão ao plantio de maniva mecanizado , a produção saltou de duas toneladas para sete toneladas, por hectare.
O novo método só foi possível a partir da utilização do adubo químico e correção do solo com aplicação de calcário, diferentemente do utilizado anteriormente, em área de toco, plantadas pelos agricultores com enxada. Atualmente, o município de Uarini conta com 110 trabalhadores e 19 casas de farinhas.
De acordo com o agricultor Manoel Lima, 52, todo o processo para a fabricação de farinha é feito em Uarini, inclusive as embalagens para a comercialização. “Desde a plantação até o produto embalado nós fazemos aqui. Estamos mudando nossa cultura de deixar a plantação de toco e passar para a mecanizada. Quem já mudou alcançou os resultados e aumentou a produção”, assegura.
A Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS) também apoia os produtores com os cursos ministrados a partir do programa Amazonas Rural, para que eles possam investir na qualidade do produto e aumentar a produção.
O presidente da ADS, Valdelino Cavalcante, enfatiza que Uarini é um exemplo concreto de desenvolvimento sustentável. “O Amazonas Rural traz esse apoio ao agricultor, por meio de parcerias com diversos órgãos do governo. O programa é um exemplo de como aproveitar áreas degradadas para promover emprego e renda à comunidade”, destaca.
De acordo com Cavalcante, a ADS participa desse processo dando oportunidades para os agricultores comercializarem o produto final por meio do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme). “Hoje a merenda escolar compra 500 toneladas de farinha, garantindo um preço justo e o incentivo à produção dos agricultores, que antes vendiam para o atravessador por um preço injusto”, ressalta.
Gargalos
Ao optar pela mecanização da produção da farinha, os produtores também levaram em consideração a logística, considerada um dos maiores desafios do agricultor, dado o acesso apenas por via fluvial.
Em Tempo, 13/01/2013



