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Sojicultor pagará 31% a mais para plantar na safra 12/13 no MT

Os sojicultores de Mato Grosso devem desembolsar 31,1% a mais para produzir um hectare na safra 2012/2013 do que o que gastou no ciclo 2011/2012. O desembolso, se o plantio tivesse iniciado em agosto, seria de R$ 2.170 (em média) superior aos R$ 1.654 ao final do ciclo anterior por conta dos insumos, que tiveram alta no preço em decorrência do aumento do valor da commodity, cuja cotação atual é de R$ 78 a saca em Rondonópolis.

Ao se comparar com julho (R$ 2.140) o gasto para produzir o mesmo hectare é 1,40% maior, mesmo que os insumos (semente, fertilizante e defensivos) tenham tido retração de 1,75%. Segundo o setor, o que puxou para cima os preços frente julho foi o custo da terra e armazenagem. A queda de gasto com insumos, ante o mês anterior, ocorre porque eles já tinham sido adquiridos.

De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os insumos em agosto ficaram cotados em R$ 1.063, menor que os R$ 1.082 de julho. A queda foi puxada pelas sementes, que tiveram retração de 12,08%, de R$ 121,56 para R$ 106,87 de um mês para o outro. Tal fato proporcionou ainda que o custo operacional (mão-deobra, plantio e colheita) “despencasse” 1,46%, ficando em R$ 1.208 em agosto.

O custo de armazenagem e beneficiamento puxou para cima o custo de produção do grão para a safra 2012/2013, com um aumento de 8,25%, ficando cotada em R$ 125,60, valor superior aos R$ 116,02 de julho. O custo da terra cresceu 8,25%, o equivalente a um salto de R$ 422,29 de julho para R$ 457,17 em agosto.

“A terra e a armazenagem são cotadas em cima da saca da soja e milho. Como estão em alta, seguese mês a mês aumentando, o que continua elevando o custo total de produção. Em relação a safra 2011/12 os insumos são os principais impactantes”, comenta o analista de mercado do Imea, Cleber Noronha.

Para o presidente do Sindicato Rural de Sorriso, Laércio Lenz, os insumos têm apresentado queda de preços nestes últimos meses devido a aquisição já ter sido realizada. “É a lei da oferta e demanda. Porém, apesar de gastarmos menos para comprá-lo, o que pagamos de frete acaba os deixando nos patamares anteriores”. Lenz explica que o custo da terra está aumentando também devido o preço da soja e por não poder abrir mais área. “Com isso, a terra valorizou”.

Folha do Estado, 17/09/2012

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