Novas Tecnologias

Embrapa desenvolve película que permite o Fertilizante oferecer todas as necessidades nutricionais da planta

Pesquisadores da Embrapa Instrumentação de São Carlos (SP) desenvolveram uma forma de melhorar a nutrição das plantas usando de nanotecnologia. Eles criaram um revestimento que permite unir macro e micronutrientes em uma única aplicação.

Os cientistas criaram uma película formada por micronutrientes (nutrientes que são exigidos em menor quantidade, mas que influenciam no crescimento e desenvolvimento da planta) que consegue se fundir aos macronutrientes (nitrogênio, fósforo e potássio, conhecidos pela sigla NPK) fazendo com que o glânulo do fertilizante ofereça todas as necessidades nutricionais da planta.

Atualmente, as aplicações de macro e micronutrientes são feitas separadamente e criar um fertilizante completo sempre foi um desafio para a pesquisa agrícola.

Esse desafio foi superado com a nanotecnologia, utilizada para elaborar uma película altamente concentrada em micronutrientes, com alta aderência para que não se desprendesse quando fosse aplicada, e que pode ser aplicada diretamente em fertilizantes NPK sem a necessidade de aditivos.

O material é aplicado pelo próprio produtor. “Ele compra o macronutriente que quiser e recebe a solução para misturar na própria propriedade”, explicou Ribeiro.

A complexidade da equação se deve, sobretudo, ao fato de o produtor ter de aplicar o fertilizante na lavoura em grande quantidade, dependendo do tamanho da plantação e ter a mesma dosagem do início até o final da aplicação.

“Esse produto garante que a mesma quantidade de micronutrientes seja a mesma no início e no final da pulverização. A solução de colocar sobre o granulo ele não varia. Porque está em forma sólida. O indivíduo, do começo da aplicação até o fim, está colocando a mesma quantidade de nutrientes”, afirmou.

Com essa formulação, o produtor elimina a aplicação usada para adubar com os micronutreientes, reduzindo o número de aplicações de fertilizantes, o que impacta diretamente nos custos da produção agrícola.

 

G1, 28/03/2018

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