Novas Tecnologias

Produtores de Campo Verde adotam agricultura de precisão

Nada menos que 50% dos produtores de soja do município de Campo Verde já adotam a agricultura precisão em suas lavouras. A informação foi repassada à equipe da Expedição Soja Brasil que chegou à cidade neste domingo (11) e permanece até esta segunda-feira (12) para acompanhar o desenvolvimento da safra. Campo Verde é o primeiro município da região Centro-Sul de Mato Grosso a ser visitado pelos técnicos do “Soja Brasil”.

De acordo com o engenheiro agrônomo e especialista em agricultura de precisão, Rodrigo Stechow, há diversas formas de se utilizar esse mecanismo baseado em tecnologia de ponta, no entanto, os produtores de Campo Verde têm optado pelo uso na melhoria e intensificação da gestão de fertilidade do solo, ou seja, no uso adequado da aplicação dos fertilizantes.

“Com essa tecnologia, o produtor terá convicção na hora de adotar o produto correto, a dose correta, local e momento corretos. A tecnologia permite que seja feito um mapeamento do solo, e é gerado o mapa que é implantado no maquinário e por meio de sinais de GPS, de alta precisão, o produtor faz a aplicação e consegue elevar os níveis de produtividade”, explica Rodrigo.

Ele ressalta que a tecnologia é utilizada pelo produtor que quer a perfeição na sua lavoura, que busca a excelência e uma gestão ainda melhor. Segundo Stechow, os benefícios são imediatos. Ele cita a questão ambiental como exemplo, já que com a agricultura de precisão não existe desperdício. “O produto é aplicado onde tem que ser aplicado, não existe excesso”.

O consultor aponta que esse percentual de uso da agricultura de precisão – de 50% dentre os 250 produtores somente em Campo Verde -, tende a crescer em breve, pois o custo se tornou mais acessível e há formas de adaptação dos maquinários, pois a maioria dos equipamentos vem com algum tipo de tecnologia. “Uma empresa de consultoria vai ajudar o produtor a adotar as técnicas dentro daquilo que ele necessita, sem obrigatoriamente ele ter que investir em novos equipamentos. É uma tendência e, em curto espaço, todos os produtores vão adotar, cada um de acordo com a necessidade”.

AgroNotícias, 12/11/2012

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