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Cobre tem alta e ultrapassa valor de U$ 9 mil a tonelada no mercado mundial

O Cobre, metal industrial utilizado em diversos setores, dentre eles a fabricação de micronutrientes, teve seu preço elevado para mais de U$ 9000 por tonelada, preço visto pela primeira vez desde 2011, e vem alimentado pela baixa disponibilidade, alta demanda e apostas especulativas no preço futuro. O metal já subiu 15% apenas este ano e seu desempenho vem impulsionando ações de companhias do ramo como a Glencore, Freeport-McMoRan e Antofagasta.

O mercado mundial de cobre está caminhando para o seu maior déficit de oferta na década, pois a produção não consegue acompanhar a demanda chinesa, onde o consumo aumentou rapidamente devido a eclosão da pandemia de covid-19.

Bancos no mundo todo elevaram seu preço-alvo do cobre para U$ 10500, o que levaria a um recorde no preço da commodity.

Acredita-se que a demanda continuará a subir e que será mais difícil a oferta acompanhar. A Glencore, empresa mineradora do ramo, acredita que a indústria de mineração terá que aumentar a produção em 1 milhão de toneladas até 2050 para compensar a demanda.

“Acho que a resposta da oferta será mais difícil do que antes” comentou Ivan Glasenberg, presidente executivo da Glencore.

Embora as perspectivas de longo prazo para o setor pareçam positivas, ainda há uma preocupação com a possibilidade de os preços sofrerem um impacto se houver redução no crédito e na política monetária na China.

“A China ainda lidera o ciclo de curto prazo em commodities, e já começaram a normalizar o ciclo de crédito. Se for revertido, a China vai dar menos apoio”, disse Colin Hamilton, analista da BMO Capital Markets.

Financial times, 23/02/2021.

Fonte da imagem: pixabay

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