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Importações brasileiras de fertilizantes atingem 2,99 milhões de toneladas em julho, alta de 31,3% em relação ao mês anterior

No mês de julho, as importações brasileiras de fertilizantes apresentaram recuperação quando comparado ao mês de junho. A retomada foi puxada principalmente por ureia e nitrato, mas ainda abaixo do patamar registrado no mesmo mês do ano passado.  

Considerando os segmentos de ureia, nitrato, sulfato, MAP e cloreto de potássio, o país internalizou 2,99 milhões de toneladas em julho. O desembolso total foi de US$ 1,30 bilhão. 

Analise por produto

Na comparação com junho, quando as importações somaram 2,27 milhões de toneladas, o avanço foi de 31,3%. O destaque do mês ficou por conta da ureia, cujo volume saltou de 184,5 mil para 554,5 mil toneladas, alta de 200,5%. As principais origens foram Omã (173,5 mil t), Nigéria (133,2 mil t) e Rússia (131,5 mil t). O preço CFR do produto, no entanto, recuou 27,8% no período, de US$ 605/t para US$ 437/t, refletindo tanto a diluição por origens mais competitivas quanto a acomodação dos preços internacionais. Cenário que já esta mudando agora em agosto.

O nitrato teve o salto percentual mais expressivo após a restrição da exportação de nitrato da Russia, passando de apenas 7,5 mil toneladas em junho (concentradas na Suécia) para 138,2 mil toneladas em julho, com a Rússia respondendo por 131 mil toneladas do total. O avanço representa uma recuperação diante dos meses anteriores, quando houve baixa entrada de nitrato no Brasil. O preço ponderado cedeu 14,4%, para US$ 462/t. 

O sulfato também avançou, com alta de 54,4% no volume (de 313 mil para 483 mil toneladas), mantendo a China como fornecedor amplamente dominante (482,5 mil t) e preço ponderado em queda de 12,4%, a US$ 241/t, o mais baixo entre os insumos analisados. 

Na contramão, o MAP recuou 11,9% em volume (de 369,8 mil para 325,9 mil toneladas), com Rússia (101,9 mil t) e Arábia Saudita (142,6 mil t) como principais origens. Houve ainda leve queda de 2% no preço ponderado, para US$ 862/t, o insumo mais caro do grupo. O cloreto de potássio (KCl), maior volume individual do levantamento, cresceu de forma mais moderada, 6,2%, somando 1,49 milhão de toneladas, com Rússia (515 mil t) e Canadá (498,5 mil t) concentrando a maior parte das compras. O preço ponderado subiu 1,5%, para US$ 398/t. 

Já frente a julho de 2025, quando o total havia somado 3,24 milhões de toneladas, o resultado de julho de 2026 representa uma retração de 7,7% no volume agregado. O movimento é liderado pela queda no cloreto (-11,3%, de 1,68 milhão para 1,49 milhão de toneladas), no nitrato (-11,5%) e sulfato (-10,7%). A ureia teve alta de 2,7% e o MAP ficou mais estável com 0,7%. 

Por fim, em relação aos preços, a comparação anual entre julho de 2026 com julho de 2025, mostra pressão de alta generalizada. O nitrato encareceu 76,3% (de US$ 262/t para US$ 462/t), o sulfato 24,2%, o MAP 20,4%, o cloreto 13,7% e a ureia 3,6%. Consequentemente, o valor total em julho de 2026 (US$ 1,30 bilhão) supera em cerca de 8,7% o valor desembolsado em julho de 2025 (US$ 1,19 bilhão), mesmo com menor volume importado, evidência de que o encarecimento dos insumos no mercado internacional mais do que compensou a retração física das compras. 

GlobalFert, 07/07/2026 

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