Agricultura de precisão feita com satélite auxilia na aplicação de fertilizantes


O mundo perdeu quase a metade das terras cultiváveis nos últimos 50 anos, segundo o Banco Mundial. Enquanto isso, a população não para de crescer. Em breve seremos 9,8 bilhões de pessoas necessitando ser alimentadas. Para abastecer todos os habitantes do planeta sem esgotar os recursos, a agricultura deve ser mais eficiente e aumentar a produção. Esse é o dilema.

Uma das alternativas para reduzir esse problema é tomar imagens de satélites e saber com exatidão a quantidade de fertilizantes que devem ser lançados nas plantações. A agricultura de precisão supõe o desembarque das novas tecnologias nas tarefas agrícolas. Para usar essas imagens, primeiro devem analisar amostras do solo que permitam saber a quantidade de fosfato, nitrogênio e potássio necessários. Essa parte dos trabalhos vem sendo feito por uma grande gama de agricultores. O segundo passo é um tanto desconhecido. Tomar imagens de satélite para calcular o índice de vegetação. É possível registrar as mudanças da fotossíntese nas plantas graças à luz refletida pela clorofila. Dessa forma é possível saber se estão sadias e verdes, ou se, pelo contrário, se encontram estressadas por falta de água.

A partir dessa informação, um aplicativo gera mapas que permite aos agricultores saber a dose exata de fertilizantes a ser usada. Os agricultores podem reduzir o consumo de fertilizantes entre 10% a 30% com essa técnica. O único problema é que essas imagens de satélite não funcionam bem quando o céu está nublado. Há unanimidade em afirmar que as imagens dos satélites europeus são melhores que as dos EUA para esse caso específico. Para pequenas plantações essas imagens são gratuitas.

 

Campo Grandes News, 04/12/2017



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