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Visando aumento na produção de grãos na próxima década, Argentina foca em uma melhora no investimento em fertilizantes

A mesma entidade que foi a primeira a projetar, há 15 anos, que a Argentina poderia produzir mais de 100 milhões de toneladas de grãos, agora traz mais uma projeção de potencial produtivo para o país.

A Fundação Produzir Conservando (FPC) calcula que a Argentina terá, na safra 2026/27, uma colheita de 160 milhões de toneladas, o que gerará a entrada de US$16 bilhões de dólares no país. Atualmente, são 124 milhões de toneladas e exportações em US$24,6 bilhões de dólares.

Segundo o boletim, esse crescimento da produção se dará por um aumento da área plantada e uma melhora do investimento em fertilizantes, sementes e fitossanitários, além de avanços na tecnologia de produção. O especialista do FPC, Gustavo Oliverio, ainda estima que o maior aumento da área se dará na região dos Pampas em solos dedicados à produção de gado e não no noroeste argentino, onde os limites de território devem ser respeitados.

Oliverio, juntamente com o analista de mercado de grãos Gustavo López, realizou as projeções de crescimento da demanda internacional sobre as estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Assim, se espera que a demanda mundial de alimentos cresça anualmente em 5,3% na China, 7,5% na Índia e na África e 3,5% no Oriente Médio. Este fator deve ser decorrente do crescimento da economia nesses países, o que consequentemente melhorará a qualidade da dieta da população, com um maior componente de proteínas animais do que vegetais.

Há, entretanto, alguns fatores limitantes para que a produção cresça na Argentina. Esses fatores são o transporte, a logística, a burocracia administrativa, o estado dos caminhos e o custo argentino.

 

Notícias agrícolas, 07/06/2017

 

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